O presidente dos EUA, Barack Obama acaba de lançar o livro infantil intitulado "Of Thee I Sing: A Letter to My Daughters", que fala sobre alguns americanos que inovaram e dos ideais que moldaram os Estados Unidos, incluindo o ex-presidente George Washington, o primeiro jogador negro da Primeira Liga de Beisebol, Jackie Robinson, e a artista Georgia O'Keeffe. A obra ilustrada foi escrito por Obama antes de sua posse, em janeiro de 2009. As ilustrações são da autora premiada Loren Long. A primeira tiragem será de 500 mil exemplares. A receita obtida com o livro será doada a um fundo que proporciona bolsas de estudo para soldados americanos incapacitados.
Mauricio de Sousa é uma usina de ideias que, aos 74 anos, nem pensa em parar. Mas mesmo assim, o artista contratou o escritório Abe, Costa, Guimarães e Rocha Neto Advogados para cuidar da sucessão em seu estúdio. Em um ano, os consultores entregarão a ele o formato de um projeto que definirá o novo comando da empresa, cargo que poderá ser ocupado por um dos vários parentes que hoje trabalham nela ou por um profissional vindo do mercado. Há muita gente da família trabalhando no estúdio. Só de filhos são seis, dos dez que ele tem. Quem é profissional, finca o pé e realmente realiza e vai ser preparado para a sucessão. Quem não estiver engajado, que não atrapalhe. Então o processo sucessório é para que não haja tropeços no progresso da empresa ou na perenização do negócio e dos personagens. Não é para sempre que ele vai estar no mundo real. O estúdio vende mais no Brasil que a Disney. São três milhões de revistinhas no país por mês. No mundo virtual, o negócio vai igualmente bem. Seu site da Turma da Mônica tem mais de 60 milhões de visitas por mês. E no site Máquina de Quadrinhos, que permite a qualquer um fazer sua própria HQ, foram criadas 250 mil histórias em seis meses. Mauricio não fala sobre o faturamento de sua empresa. O personagem Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, é publicado em 32 idiomas. E assim a Turma segue firme e forte.
O Gato do Rabino, é o primeiro volume em quadrinhos do artista francês Joann Sfar. A história se ambienta na Argélia do início do século 20. Os traços simples e expressivos de Sfar homenageiam os pintores argelinos do período. Com uma narrativa inteligente e diálogos poéticos, as páginas coloridas de O Gato do Rabino, venderam mais de 200 mil exemplares na França. A publicação ganhou o Eisner Awards, o Oscar dos quadrinhos de melhor HQ estrangeira e o prêmio do juri do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême na França.