11/17/2010

Presidente Lula ganha gibi

Com roteiro de Toni Rodrigues e arte do genial Rodolfo Zalla, chegou às bancas do Brasil a revista que conta a trajetória de vida do Presidente Lula, uma publicação da Editora Sarandi. Acompanha no final do gibi, uma mensagem do Presidente para os leitores. A edição custa R$ 4,95, o formato é de 27,5 X 20,5 cm e tem 48 páginas. Como alternativa para inclusão do quadrinho brasileiro, a iniciativa é até louvável, mas como propaganda de Governo, é um acinte a cultura nacional.



11/12/2010

Editora Conrad lança Capitão Presença

O anti-herói Capitão Presença, que luta por causas nada nobres, ganhou um gibi lançado pela editora Conrad. Criado pelo quadrinhista Arnaldo Branco, o personagem é uma paródia das HQs de super-heróis, carregado da malandragem carioca. O Capitão presença estará sempre por perto, nos momentos em que você lembrou do isqueiro, lembrou da seda, lembrou do triturador, mas, mal do hábito, esqueceu do principal.

As Aventuras do Capitão Presença

Autor: Arnaldo Branco

Editora Conrad

Preço: R$ 28,00

Páginas: 144

Acabamento: Brochura

Formato: Médio


11/11/2010

A Turma da Febeca em quadrinhos

O cartunista carioca Victor Klier, trabalhou com Ziraldo durante 17 anos. Agora, ele acaba de desenvolver A Turma da Febeca, que conta a vida de um grupo de adolescentes com deficiência física. O projeto editorial da Febeca começou em 2006. Hoje já são 15 personagens. Febeca foi inspirada na vida real de duas estudantes cadeirantes, Fernanda Willeman, de 17 anos e Rebeca Sehman, de 15 anos. O cartunista diz que quer mostrar o cotidiano dessas crianças que se divertem, estudam e tem questionamentos como qualquer outra adolescente. O projeto já publicou uma revista com o apoio da Prefeitura de Porto Alegre. Klier busca agora uma Editora para lançar outras edições.



11/08/2010

Entrevista: Kendi Sakamoto


Kendi Sakamoto é um daqueles colecionadores que admira e ama os quadrinhos. Tomou gosto por gibis quando ainda tinha 4 anos de idade. Nessa ocasião seu irmão mais velho Masumi, já trocava gibis com os amigos e ele manuseava as revistas. Não sabia ler, mais ficava maravilhado com os detalhes bem feitos de Wall Disney. Aprendeu a conhecer os personagens e com seis anos tentava copiá-los.Quando tinha 8 anos começou a ler as historias dos gibis, tentando entendê-las. Na época a censura nos quadrinhos impunha muitas restrições. Dessa forma, nas capas dos gibis vinham impressas com tarjas como: "Para maiores de 13 anos". Ele não entendia como podia assistir a um filme de Tarzan no cinema com classificação "'Livre", e não podia folhear um gibi do mesmo personagem com o mesmo tema, pois era proibido a menores de 13 anos. Na infância, no interior de Monte Alto-SP, teve apenas acesso aos gibis publicados da década de 60. Curtia o máximo tudo que percebia que a época de ouro dos quadrinhos sofria o seu declínio. Os gibis do Fantasma começavam a apresentar capas mal desenhadas, o traço dos desenhistas já não eram os mesmos. Começavam a multiplicação de propagandas excessivas, e a maiorias das publicações terminavam. Quando veio para São Paulo em 1973, viu que não havia visto nada em se tratando de quadrinhos. Nunca tinha tido os gibis publicados nas décadas de 30, 40 e 50. À partir daí, não parou mais de aprender sobre o mundo maravilhoso das Historias em quadrinhos.
Quem é Kendi Sakamoto?
Sou engenheiro elétrico, professor universitário de Pós-graduação da Master School, Unibero e Unicid. Tenho 3 livros escritos, que são: Alice no Pais do Contact center, O call center do dr Hanz e também No tempo das Matinês. Tenho uma consultoria na área de call center, que se chama kendi sakamoto contact center consulting e sou bem conhecido no meio de call center. Sou também responsável pelo site cultural
www.gibiraro.com.br e pela Editora Laços- www.editoralacos.com.br.Também é entrevistador do programa TV Call Center, da Clic TV, da UOL – www.clictv.com.br.

2. Quando começou a colecionar os gibis?
Comecei a gostar de gibis aos 4 anos de idade, através do meu irmão mais velho.Como desenho também, curto muito não só a história, mas também o tipo de traço dos desenhistas, o cuidado na elaboração e enquadramento. Como colecionador iniciei 1986 e não parei mais. Acabei conhecendo muitos colecionadores e vendedores de gibis.

3. Quais seus personagens preferidos?
Tarzan, Reis dos faroeste, Disney, Gene Autry, Antar, Fantasma, Mandrake, Cavaleiro Negro, Flecha ligeira, Edição maravilhosa, Cinemim, dentre outros.

4. Você é o maior colecionador de gibis do Brasil. Quantos ítens tem sua coleção?Na realidade, sou o maior colecionador de gibis antigos do Brasil, já que o meuacervo tem as relíquias dos anos 30, 40, 50, 60 e 70. Tenho também alguns gibis mais recentes da década de 80, mas dou preferência aos mais antigos. Acredito ter 70.000 exemplares, embora tenha uma parte de gibis repetidos.

5. Como você os guarda?
Tenho um espaço de 120 metros quadrados só para gibis.

6. Quais os cuidados que você tem com sua coleção?
O armazenamento deles tem um tipo de preparo. O grampo dos gibis é retirado, para não enferrujar e estragar as revistas. Os gibis devem ser guardados invertendo-se a posição dos mesmos, para não criar lombadas nas dobras. Não pode ter luz demais e nem umidade ou calor em excesso.

7. Existe alguma seleção do tipo de revistas?
Os gibis possuem seleção por ano e numeração. Há desta forma a Ebal, editora que preferia publicar por série a cada 100 gibis daquele herói. Outras editoras preferiam ter numeração continuada. Ficava a gosto de cada Editora.

8. Qual foi a época de ouro dos quadrinhos?
A época de ouro foi no período de 1940 a 1960, embora alguns insistam em dar mais ênfase na década de 50. há verdadeiras obras de arte, tanto nas capas, quanto nos roteiros inteligentes e quadrinhos bem desenhados. A capa sempre foi um espetáculo que ajudava a venda dos gibis.

9. Qual foi a primeira revista em quadrinhos a ser lançada no Brasil?
Tivemos no formato tablóide o suplemento juvenil e Globo Juvenil. Posteriormente, foram publicados Mirim, pela EBAL e O Gibi, pela Rio Gráfica e Editora, do Roberto Marinho. Curiosamente, o nome gibi acabou ficando no Brasil, sinônimo de historias em quadrinhos.

10. E o primeiro personagem brasileiro?
Para esta informação, tive que recorrer ao Wikipédia, que menciona que os quadrinhos no Brasil possuem uma longa história, que remonta ao século XIX, com o trabalho pioneiro de Angelo Agostini,
que criou uma tradição de introduzir desenhos com temas de sátiras políticas e sociais, as conhecidas charges, nas publicações jornalísticas e populares brasileiras. Entre seus personagens populares estavam o Zé Caipora e Nhô-Quin de 1869. Nessa linha apareceu também o cartunista Belmonte, criador do Juca Pato. Em 1905 surgiu a revista O Tico Tico, considerada a primeira revista de quadrinhos do Brasil, com trabalho de artistas nacionais, como J Carlos. À partir dos anos 1930, houve uma retomada dos quadrinhos nacionais, com os artistas brasileiros trabalhando sob a influência estrangeira, como a produção de tiras-diárias de super-heróis, com a publicação do Garra Cinzenta em 1937 no suplemento A Gazetinha e de terror, à partir da década de 1940, com os jornais investindo nos chamados Suplementos Juvenis, idéia trazida da imprensa americana por Adolfo Aizen. Em 1939 foi lançada a revista O Gibi, nome que se tornaria sinônimo de revista em quadrinhos no Brasil.

11. É verdade que a mini-saia foi lançada à partir de um personagem em quadrinhos?
Sem dúvida, o grande desenhista Alex Raymond, na década de 30, inventou a mini-saia no Planeta Mongo para a mocinha Dale Arden, namorada de Flash Gordon. A moda internacional colocou a mini-saia na década de 60, e nunca mais saiu de moda.

12. Muitos personagens dos quadrinhos foram para o cinema. Quais os mais famosos?Muitos personagens originaram-se do sucesso dos quadrinhos. Como os mais famosos podemos citar Flash Gordon, Hulk, Homem Aranha, Batman e Robin, Super-Homem, Spawn, O demolidor, Elektra, Tex, Jim das Selvas, Mulher Maravilha, Fantasma e também na década de 60, a Ebal publicou O Judoka, que depois viraria filme de cinema.

13. Qual o item mais raro ou caro da sua coleção?
O item mais caro talvez seja a Edição de São João da década de 40. Mas sempre estou pesquisando e comprando, para ter uma coleção cada vez melhor.

14. Existe alguma revista que você não tenha e queira muito?
Graças a Deus consegui ter na minha coleção tudo o que eu queria.

15. Recentemente você criou um site. Fale um pouco sobre ele:
Quando garoto, achava que alguma grande Instituição de cultura faria um acervo com tudo o que foi publicado no Brasil sobre quadrinhos. Mas ninguém fez isso. Então, eu fui scaneando as capas dos gibis, com informações de início e término das publicações. Fui inserindo tudo. Graças a Deus o site é muito visitado e espero em breve conseguir colocar todas as capas publicadas no Brasil, para que estudantes, jornalistas, curiosos ou aficionados pelo gênero, tenham uma lembrança dos anos felizes de quem viveu a época de ouro dos quadrinhos e a influência benéfica. O endereço do site é
www.gibiraro.com.br, e é um site Cultural. A cada dia, novas pessoas visitam e ficam maravilhadas com as recordações de infância. E o interessante, é que pessoas inteligentes apreciam e curtem histórias em quadrinhos. O site hoje conta com mais de 13.000 capas de gibis.

Adaptação do site Gibi Raro com autorização do próprio entrevistado.

11/05/2010

Estudantes fazem petição por HQs

Os estudantes do Curso de Artes Plásticas do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB), fizeram uma petição solicitando à Diretoria do Instituto que analise a demanda para introdução no curso de uma disciplina sobre histórias em quadrinhos, que seria oferecida para o Departamento de Artes Visuais. A petição menciona que a Faculdade de Comunicação da UnB oferece esporadicamente a disciplina "Introdução às Histórias em Quadrinhos", mas defende que "o Instituto de Artes pode oferecer uma leitura diferente do assunto". Trata-se de uma proposta de mérito, que demonstra a consciência, por parte de alguns alunos do Curso de Artes Plásticas, dos benefícios de uma disciplina sobre histórias em quadrinhos em sua formação acadêmica.



11/01/2010

Peanuts ganha versão do Monopoly


Em comemoração aos 60 anos do Peanuts, a tira criada por Charles M. Schulz, em 1950, acaba de ganhar nos Estados Unidos, uma versão temática do Monopoly, que nada mais é, que um jogo semelhante ao Banco Imobiliário. Porém, com Snoopy, Charlie Brown, Lucy e outros personagens, além de locais conhecidos das HQs, como o colégio, o campo de futebol etc. Na pré venda, cada unidade sairá por $ 32. O protótipo ficou super bacana. O licenciamento de produtos é a principal fonte de renda de vários autores. A maior receita vem desse tipo de operação.